PENDENTE EM OURO, PRATA, DIAMANTES E PÉROLAS - PORTUGAL, FINAIS DO SÉCULO XIX
Pendente português de finais do século XIX, estruturado em ouro e prata — combinação tradicional utilizada para realçar o brilho dos diamantes. Encontra-se cravejado com diamantes de talhe antigo de brilhante, com peso total aproximado de 2,50 ct, e ornamentado com pérolas, compondo um desenho equilibrado e característico da joalharia oitocentista.
A elegância eterna da ourivesaria oitocentista
Este pendente em ouro, prata, diamantes e pérolas, datado de finais do século XIX, é um exemplo extraordinário da sofisticação e do romantismo que marcaram a joalharia portuguesa desse período.
A peça reúne harmonia, brilho e delicadeza, resultando num adorno que transcende modas e permanece tão encantador hoje como há mais de cem anos.
A estrutura combina ouro — metal quente e luminoso — com prata, utilizada historicamente para intensificar o brilho dos diamantes.
A presença das pérolas acrescenta suavidade e pureza, enquanto os diamantes de talhe antigo oferecem uma luz íntima, profunda e absolutamente distinta das lapidações modernas.
O ouro e a prata: contraste e tradição
A técnica de utilizar prata para a cravação dos diamantes e ouro para a estrutura era típica das joias de finais do século XIX.
A prata, com o seu brilho frio e reflexo difuso, cria a moldura perfeita para os diamantes antigos, enquanto o ouro acrescenta solidez, nobreza e calor visual.
Pérolas: pureza e equilíbrio
As pérolas, elementos essenciais da joalharia, introduzem contraste e serenidade.
A sua superfície nacarada e suave acrescenta:
- Doçura,
- Pureza,
- Equilíbrio e harmonia do feminino,
Cada pérola foi cuidadosamente selecionada e aplicada de forma simétrica, reforçando o desenho romântico e equilibrado da peça.
Design e composição
O desenho deste pendente reflete plenamente o gosto de finais do século XIX:
- linhas curvas,
- motivos orgânicos,
- simetrias equilibradas,
- cravações minuciosas,
- composição articulada e vaporosa.
É um design que evoca flores, cachos, laços ou folhagens — temas recorrentes na joalharia portuguesa e europeia da época, associados ao naturalismo romântico.
A peça é leve na aparência, mas impressionante na presença: apesar dos 10,2 gramas, a sua estrutura elaborada e o brilho das pedras fazem dela uma joia marcante.
A remarcação da INCM: autenticidade garantida
O pendente foi remarcado pela Contrastaria de Lisboa (INCM) com a marca “Cabeça de velho com laurel”, um dos contrastes oficiais usados para certificar peças antigas com ouro e prata.
Esta remarcação:
- garante a autenticidade dos metais,
- confirma a conformidade legal,
- reconhece o valor patrimonial da joia,
- preserva e perpetua a sua legitimidade no mercado português.
É, portanto, uma joia com proveniência validada e documentação histórica implícita — um aspecto muito valorizado por colecionadores.
O romantismo português em forma de joia
Peças deste género eram frequentemente oferecidas em momentos especiais:
- noivado,
- casamento,
- herança familiar,
- datas devocionais,
- ocasiões de gala.
O pendente, com a sua estética romântica e simbólica, representa amor, pureza, prestígio e continuidade.
É o tipo de joia que carrega consigo não apenas beleza, mas emoção e história.
Uma joia de coleção
No mercado atual, pendentes oitocentistas completos, genuínos e remarcados são cada vez mais raros.
Este exemplar distingue-se pela:
- qualidade das pedras,
- harmonia da composição,
- conservação excecional,
- autenticidade certificada,
- estética refinada e intemporal.
É uma peça com valor tanto artístico como patrimonial, ideal para colecionadores que procuram joias portuguesas autênticas de alto nível.
- Tipo: Pendente
- Materiais: Ouro e prata
- Pedras: Diamantes antigos (~2.50 ct) e pérolas
- Origem: Portugal, finais do século XIX
- Marca: Remarcado pela INCM (Cabeça de velho com laurel)
- Peso: 10,2 g
- Categoria: Joalharia histórica portuguesa / Romantismo oitocentista
- Estado: Excecional


