Joias de família: A Ourivesaria como Investimento

Capítulo I

A solidez das propriedades físicas e óticas e a beleza dos metais nobres (ouro, prata, platina), a inclusão de gemas ou pedras preciosas na arte da ourivesaria confere-lhe por si mesma a garantia do seu valor como investimento sólido, a médio ou a longo prazo. A salvaguarda da estabilidade e subida das matérias primas usadas em tão nobre arte é sem dúvida a segurança e a caução de um ótimo investimento.

Na atualidade a mineração mundial do ouro supera as três mil e quinhentas toneladas em períodos de um ano e cerca de mais trezentas toneladas referentes à reciclagem, não deixando, porém de ser uma autêntica reserva de valor financeiro com múltiplas aplicações em tecnologias e indústrias de alta precisão. É o ofício por excelência do engenho e arte, a acrescentar o conhecimento de transformar o metal frio, hora em forma de grão hora laminado, em tesouros desejados e amados por reinos e princesas que cultivam e valorizam o encanto, a beleza e o luxo.

Na nossa loja

Investir na Aurifícia é também com certeza um ato de conhecimento e cultura no sentido de estudar os nossos Mestres, Artistas, Ateliers ou Oficinas de Arte. Quanto aos diamantes naturais usados em joalheria estima-se que só cerca de 20% da produção mundial são considerados de Qualidade Gema e aconselhados como investimento. Botswana tem nas suas reservas primárias os diamantes de melhor qualidade.

É muito importante para a valorização do diamante frisar o rigor das proporções dos ângulos entre as 57 ou 58 facetas do diamante, como também o seu peso, pureza, cor, o seu talhe de brilhante e seus derivados tendo em conta também o seu acabamento e polimento final.

Como nota importante, o Aval e o Reconhecimento internacional e histórico de Israel por sua excelente qualidade e alta precisão tecnológica na lapidação dos diamantes de grande porte, tendo atualmente a sede de bolsas de diamantes de altíssimo padrão na cidade de Tel Aviv.

No investimento e na valorização das pratas temos mestres ourives admiráveis e exímios na execução e acabamento dos metais preciosos e figuras de artistas de
importância histórica nos vários centros de fabrico. Recordamos os menos conhecidos:

João Ramos Ortiz, Mestre na técnica do serrado;
José Maria, conhecedor profundo do rocaille e do neoclássico;
Sebastião Coelho, que dominou o barroco;
António José de Azevedo, admirável na execução dos ornatos do rocaille; João Pinto Pereira,
Mestre cinzelador das técnicas do neoclássico e do lavradinho;
Francisco Duarte Graça, importante ourives de Guimarães que acompanhou D. João VI para o Brasil.

Não queremos e nem podemos esquecer o grande, o importante e notável Rafael Zacarias da Costa e a sua faca de mato, a epopeia de um pequeno grande tesouro nacional.

José Baptista.